Moradores da capital e da Grande São Paulo reclamam de falta d´água
Eli Corrêa Filho - Falta d´água

Moradores da capital e da Grande São Paulo têm reclamado que nas últimas semanas passou a faltar água constantemente, principalmente à noite.  A população reclama de um aumento de redução da pressão ao ligar as torneiras.

Essa medida já havia sido utilizada antes pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) durante a crise hídrica, entre 2014 e 2015, para economizar água. A Sabesp, porém, informou que não racionamento e que faz redução da pressão noturna desde 1997.

A companhia afirmou que investiu R$ 6,8 bilhões em obras, desde 2014, incluindo 36 grandes construções entregues pela companhia desde a crise hídrica. Uma das ações citadas é a interligação Jaguari-Atibainha, que transfere 8.500 litros por segundo do vale do Paraíba para o sistema Cantareira. Outro sistema citado é o Sistema São Lourenço, que traz água nova para o Cantareira.

A respeito das queixas dos moradores de São Paulo capital e das cidades da Região Metropolitana, a companhia afirmou que, após fazer uma verificação nos locais onde há reclamação, o abastecimento voltou ao normal.

Devido às sucessivas baixas hídricas no começo de 2014, a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Água e Energia Elétrica de São Paulo (DAEE) determinaram a redução da vazão máxima de captação de água do sistema, de 31 para 27,9 m3/s, a partir de 10 de março de 2014. Em outubro de 2014, o nível do reservatório do Sistema Cantareira, incluindo a primeira cota da reserva técnica, atingiu 2,9% de sua capacidade. Atualmente, a situação está normalizada em todo o Estado de São Paulo.

De acordo com especialistas, as razões da crise hídrica em São Paulo vão desde a diminuição das chuvas na região até o desmatamento, à ocupação desenfreada dos mananciais e à falta de planejamento do governo de São Paulo.

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